“O Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto) foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, em 23 de dezembro de 1994, através da resolução 49/214, sendo comemorado pela primeira vez em 1995.
Entre alguns dos principais pontos da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, destacam-se:
A inserção dos indígenas na Declaração Internacional dos Direitos Humanos;
Direito à autodeterminação, de caráter legítimo perante todas as entidades internacionais;
Inibição de remoção dos indígenas de seus territórios de modo forçado;
Direito à utilização, educação e divulgação dos seus idiomas próprios;
Direito à nacionalidade própria;
Direito de exercer suas crenças espirituais com liberdade;
Garantia e preservação da integridade física e cultural dos povos indígenas;
Auxílio do Estado às comunidades indígenas a fim de manterem os seus direitos básicos.

O Lar Fabiano de Cristo possui entre suas riquezas o convívio com diferentes etnias. A Casa de Joanna de Ângelis (Manaus/AM) e Casa de Timóteo (Boa Vista/RR) planejaram atividades em atendimento ao planejamento do Clube de Mídia para o Mês da Juventude e também à solicitação da Educação do Ser Integral sobre convivência e respeito.

Casa de Joanna de Ângelis (Manaus/AM)

a) Etnia: Munduruku – Autodenominação – Wuyjuyu
Onde estão? Amazonas e Pará Quantos são? 13755 (Siasi/Sesai, 2014) Família linguística? Munduruku
Povo de tradição guerreira, os Munduruku dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato e durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia. Hoje, suas guerras contemporâneas estão voltadas para garantir a integridade de seu território, ameaçado pelas pressões das atividades ilegais dos garimpos de ouro, pelos projetos hidrelétricos e a construção de uma grande hidrovia no Tapajós.
Os Mundurukus estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara). Habitam geralmente regiões de florestas, às margens de rios navegáveis, sendo que as aldeias tradicionais da região de origem ficam nos chamados “campos do Tapajós”, classificados entre as ocorrências de savana no interior da floresta amazônica.

b)Etnia: Tikuna – Autodenominação: Maguta
Onde estão: AM, Colômbia, Peru Quantos são 53544 (Siasi/Sesai, 2014)/ 8000 (Goulard, J. P., 2011)/ 6982 (INEI, 2007) Família linguística: Tikuna
Os Tikuna configuram o mais numeroso povo indígena na Amazônia brasileira. Com uma história marcada pela entrada violenta de seringueiros, pescadores e madeireiros na região do rio Solimões, foi somente nos anos 1990 que os Tikuna lograram o reconhecimento oficial da maioria de suas terras. Hoje enfrentam o desafio de garantir sua sustentabilidade econômica e ambiental, bem como qualificar as relações com a sociedade envolvente mantendo viva sua riquíssima cultura. Não por acaso, as máscaras, desenhos e pinturas desse povo ganharam repercussão internacional.
“De acordo com seus mitos, os Tikunas são originários do igarapé Eware, situado nas nascentes do igarapé São Jerônimo (Tonatü), tributário da margem esquerda do rio Solimões, no trecho entre Tabatinga e São Paulo de Olivença. Ainda hoje é essa a área de mais forte concentração de Tikuna, onde estão localizadas 42 das 59 aldeias existentes” (Oliveira, 2002: 280).
Esse povo vivia no alto dos igarapés afluentes da margem esquerda do rio Solimões, no trecho em que este entra em terras brasileiras até o rio Içá/Putumayo. Houve um intenso processo de deslocamento em direção ao Solimões.
No início, mantiveram sua tradicional distribuição espacial em malocas clânicas e, na década de 1970, havia mais de cem aldeias. Hoje, essa distribuição das aldeias Tikuna se modificou substancialmente. Sabe-se ainda que alguns índios desceram o rio até Tefé e outros municípios do médio Solimões, outros se fixaram no município de Beruri, no baixo curso do Solimões, bastante próximo à cidade de Manaus.
No alto Solimões, contudo, os Ticunas são encontrados em todos os seis municípios da região, a saber: Tabatinga, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins. Sua população está distribuída em mais de 20 Terras Indígenas.

C) Etnia:Kokama
Quantos e onde estão: Amazonas 14.314 (Siasi/Sesal, 2014 / Colômbia 236 (, 1988) / Peru 11.370 (INEI, 2007)
Família linguística: Tupi-Guarani Religião xamantismo
Os Kokama são um grupo indígena que habita a Amazônia do alto Solimões, onde se encontram a Área indígena Évari I e Terras indígenas Igarapé Acopori de Cima e Sapotal até o médio Solimões, na Área indígena Kokama, no estado brasileiro do Amazonas; e também no Peru e Colômbia. Habitantes do Solimões, o contato dos Kokama com a sociedade não-indígena remonta às primeiras décadas da colonização. Os aldeament0s e deslocamentos forçados, impostos primeiramente pelas missões e depois pelas frentes extrativistas, acabaram criando um contexto tão adverso de reprodução física e cultural desses grupos, que lhes suscitou a negação da identidade indígena por muitas décadas. Desde os anos 1980, porém, a identidade kokama vem sendo cada vez mais valorizada no contexto de suas lutas políticas – que incluem outros povos indígenas do Solimões – por terras e acesso a programas diferenciados de saúde, educação e alternativa econômicas.

Casa de Timóteo (Boa Vista/RR)

Etnia: MACUXI
“Os macuxis são uma etnia indígena sul-americana. Falam a língua macuxi, que pertence à família linguística caribe. São indígenas de origem espanhola (Venezuela) e que ingressaram no Brasil no século 18.
Em Roraima, os macuxis se localizam no nordeste do Estado de Roraima (mais especificamente, nas terras indígenas Ananás, Aningal, Anta, Araçá, Barata/Livramento, Bom Jesus, Boqueirão, Cajueiro, Jaboti, Mangueira, Manoá/Pium, Moskow, Ouro, Pium, Ponta da Serra, Raimundão, Raposa/Serra do Sol, Santa Inês, São Marcos e Sucuba). São aproximadamente 11.598 indígenas macuxis no total.
Culinária principal é a damorida, que é o peixe ou carne de caça cozido com bastante pimenta malagueta.
A dança principal é o parixara, que tem como objetivo agradecimento aos deuses pelo alimento que vamos colher.” – depoimento de Hermínia Souza – primeira assistente social macuxi, colaboradora da Casa de Timóteo.

Nossa KAMU, pertence a etnia WAPIXANA, também de Roraima e seu nome significa SOL.

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